sexta-feira, 14 de março de 2008

Prisão

























É solitário o andar da gente por entre as ruas.
Betão e pedra e cimento cercam-nos,
Fazendo antever os muros de uma prisão que não vemos...
Ou não queremos ver.

É solitário, e mais que isso, é cego,
O andar ingénuo do homem,
Que acredita construir para ser servido
Mas acaba construindo para servir.

É solitário... e acima de tudo, é triste...
A escuridão que se esconde em cada parede de betão,
e encerra as lágrimas e os gritos e a dor de quem está só.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Vícios


















Por cada cigarro, muitas histórias são contadas.
O fumo envolve as palavras que não foram ditas,
e consome as mágoas que nos são marcadas.
O vício é o companheiro perfeito,
que finge apagar momentos passados.
Momentos que por instantes se desvanecem,
mas que estão gravados no peito
e que, por mais forte que seja o efeito,
jamais se perdem, jamais se apagam... jamais se esquecem.